Projetos e Obras na Indústria Química e Farmacêutica: principais erros, suas causas e impactos, e as estratégias para evitá-los

Projetos e Obras na Indústria Química e Farmacêutica

Identificando causas e impactos

  1. Planejamento insuficiente
    • Causas frequentes: cronogramas mal dimensionados, falta de compatibilização entre disciplinas (civil, elétrica, HVAC, processos).
    • Impactos: atrasos em salas limpas ou áreas críticas podem inviabilizar a produção ou atrasar registros junto à ANVISA/FDA.
  1. Falhas regulatórias e de compliance
    • Causas frequentes: desconhecimento ou interpretação incorreta de normas GMP, ISO 14644 e exigências locais.
    • Impactos: paralisação de obras por não conformidade, multas e até perda de autorização para operar.
  1. Gestão de fornecedores e materiais
    • Causas frequentes: atrasos na entrega de equipamentos importados ou materiais especiais.
    • Impactos: atraso no cronograma e na validação de sistemas críticos (HVAC, água purificada, autoclaves).
  1. Comunicação deficiente
    • Causas frequentes: desalinhamento entre engenharia, obra e equipe de qualidade.
    • Impactos: retrabalhos caros e perda de confiabilidade do projeto.
  1. Falhas na qualificação e validação
    • Causas frequentes: testes de comissionamento feitos tardiamente ou sem critérios claros.
    • Impactos: impossibilidade de liberar áreas produtivas, comprometendo o lançamento de produtos.

 

As estratégias para evitar erros

  1. Planejamento e integração
    • Usar BIM (Building Information Modeling) para compatibilizar projetos e reduzir conflitos.
    • Criar cronogramas que incluam margens de segurança para etapas críticas (importação, comissionamento).
  1. Gestão regulatória e compliance
    • Integrar normas técnicas (ISO 14644) com sistemas de compliance (ISO 37301).
    • Manter equipe de qualidade envolvida desde o início do projeto, não apenas na fase final.
  1. Fornecedores e logística
    • Selecionar fornecedores com histórico comprovado em projetos farmacêuticos.
    • Planejar importações com antecedência, considerando prazos alfandegários e cambiais.
  1. Comunicação e governança
    • Estabelecer comitês de projeto com representantes de engenharia, qualidade e produção.
    • Relatórios semanais de progresso e riscos para manter todos alinhados.
  1. Qualificação e validação
    • Incluir etapas de comissionamento e qualificação no cronograma desde o início.
    • Treinar equipes para executar protocolos de validação de forma consistente e documentada.

 

Conclusão

Os erros em projetos e obras no setor químico e farmacêutico não são apenas uma questão de custo: eles podem comprometer a segurança dos produtos, a conformidade regulatória e a competitividade da empresa.

A chave para evitá-los está em se estabelecer um planejamento integrado, uma gestão regulatória proativa e uma comunicação eficaz.

 

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